O Dia da Mulher e a vida das mulheres no Canadá!

Em comemoração ao Dia da Mulher e a toda garra e força das mulheres em luta por igualdade e respeito pelo mundo, a Hi Bonjour (uma empresa formada 100% por mulheres brasileiras) resolveu contar um pouco para vocês sobre como é ser mulher no Canadá através dos nossos olhos.

Em primeiro lugar, o que podemos dizer é: o Canadá é bem mais avançado em relação ao respeito a mulheres comparado ao Brasil, mas o país ainda não é perfeito. Apesar de nunca termos presenciado isso, já ouvimos relatos de assédio no trabalho, especialmente em áreas dominadas por homens, como TI. Mas nas ruas é difícil ver homens assediando mulheres, como costumamos ver tão abertamente no Brasil. A paquera é algo bem mais discreto e muitas vezes envolve uma conversa ou café inicial que depois pode evoluir para um “date” (um encontro a dois num cinema, jantar, etc). Claro, isso não é regra e provavelmente os jovens canadenses não seguem essa dinâmica na hora de paquerar na balada.

No ambiente de trabalho, existe ainda uma luta enorme pela igualdade salarial (homens chegam a ganhar mais que o dobro que mulheres com a mesma função em algumas empresas do Canadá), mas vemos que o Governo busca tratar e conversar sobre temas como esse abertamente, além de separar orçamentos destinados a dar suporte e voz às mulheres. O primeiro ministro do Canadá, Justin Trudeau, dá o exemplo e, ao fazer as nomeações do seu gabinete fez questão de contratar o mesmo número de homens e mulheres, além de dar visibilidade para imigrantes no governo (https://bloom.bg/2BWVIF8).

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O Canadá também é considerado um dos países que mais recebem mulheres em busca de asilo. Dentre as principais razões estão: violência doméstica, casamentos forçados e violência sexual. Dentre os países com maior número de requisições estão a Nigéria, o Haiti e o Afeganistão (http://bit.ly/2EmiRhz).

O que observamos no dia a dia no país é que o diálogo sobre assédio sexual e direitos das mulheres está aberto e tanto homens e mulheres estão dispostos a discutir e partilhar experiências. Por ser um país que acolhe imigrantes de todo o mundo, é normal que cada cultural traga suas tradições e que essas tradições não sejam bem vistas por todas as pessoas, mas o respeito e a integridade da mulher estão acima de qualquer cultura. Por isso, em meio às denúncias de assédio sexual na indústria do cinema em 2017, Montreal abriu uma linha telefônica temporária para receber denúncias de assério sexual na cidade. Entre os dias 19 de Outubro e 6 de Novembro de 2017 foram recebidas 463 ligações. Dessas, 98 se tornaram casos policiais, com boletim de ocorrência (http://bit.ly/2F16yIL). A linha foi fechada devido ao baixo número de ligações recebidas depois de um tempo, mas ainda existem diversos outros canais onde mulheres podem buscar apoio e suporte no país, além do 911 que é a linha telefônica para casos emergenciais em geral.

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Ainda no país, o governo de Montreal busca pensar nos pequenos momentos do dia a dia em que a mulher se sente mais vulnerável, quando, por exemplo, descem à noite numa parada de ônibus que fica longe da sua casa. Por isso, a STM (que é a linha de transporte público da cidade) disponibilizou serviço onde mulheres podem pedir à noite que motoristas de ônibus a deixem em um lugar mais perto da sua casa (sem mudar o trajeto da linha), por exemplo, podem pedir que o veículo pare entre uma estação e outra. Tudo isso para diminuir o trajeto a pé feito por mulheres ao chegar em casa durante a noite. (http://www.stm.info/en/info/advice/travelling-alone-night)

A Canadian Women’s Foundation (https://www.canadianwomen.org/) é uma das organizações mais fortes do país que trabalham em parceria com as províncias para criar programas de acolhimento a mulheres que sofreram assédio sexual no ambiente familiar ou no trabalho, também em busca de equalidade salarial entre homens e mulheres e muito mais. Entre 2015 e 2016 foram mais de 100 programas criados por todo o Canadá. Além dessa fundação diversas outras apoiam a causa e também buscam dar apoio a mulheres imigrantes, indígenas e LGBT.

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